A Web 2.0 se caracteriza pelo uso da rede como plataforma. Ou seja, os aplicativos deixam de ser softwares que você compra, instala e utiliza apenas em seu computador pessoal. Os dados estão na rede e é através dela que você modifica e armazena as informações. Não é mais preciso perder tempo com instalação, ou armazenar arquivos em CDs e disquetes (lembra deles?) para transportá-los de um lugar a outro.
Outro ponto que embasa o conceito de Web 2.0 é a participação ativa do usuário. Os aplicativos não são mais herméticos como os antigos programas, que levavam meses (ou anos) para serem atualizados. Agora é possível melhorá-los constantemente, a partir das necessidades imediatas dos internautas. É o usuário, também, que ajuda a organizar a informação e configura, assim, um novo jeito de classificar dados: a folksonomia.
Ao contrário da taxonomia, a folksonomia não segue padrões rígidos e científicos, já que as categorias são escolhidas de acordo com o modo de pensar de cada usuário. É desta maneira que os internautas ordenam conteúdo na rede. Por um lado, a polissemia (múltiplos sentidos) e a subjetividade das escolhas pode gerar confusões. Entretanto, a vantagem é que o uso contínuo aperfeiçoa a classificação e aproxima-a da realidade na web.
Um exemplo é o site Del.icio.us. Ele agrega todos os aspectos da Web 2.0 aqui mencionados – web como plataforma, participação do usuário, folksonomia – de uma forma bem simples. O site é utilizado para armazenar bookmarks (sim, os favoritos do navegador de internet). Basta pôr o link e, se quiser, atribuir-lhe uma descrição e uma ou mais tags, palavras-chave de classificação folksonômica. Como a maioria das listas é pública, é só clicar numa tag para encontrar incontáveis sites relativos ao tema.
Pronto! Em poucos segundos inicia-se uma rede 2.0 de interação. Quer saber mais sobre como essas redes se articulam? Então leia o post Web 2.0 e os Softwares Sociais, no blog da minha colega Sabrina.


