O Last.fm é uma espécie de comunidade virtual onde os membros se relacionam através de seus gostos musicais. As canções que o internauta escuta vão sendo adicionadas ao seu perfil e, a partir daí, o site recomenda artistas e bandas que tenham a cara do sujeito. É por meio das preferências musicais, também, que surgem os vizinhos, pessoas que curtem sons parecidos ao de alguém.
Para participar, basta fazer o download do software. Depois disso, toda vez que uma música for executada em seu computador, os dados com nome da faixa, do álbum e do artista vão para o Last.fm, num processo chamado scrobbling. Os dados são cruzados milhões de vezes ao dia e ajudam na sugestão de músicas que possam interessar ao ouvinte. Essas canções podem ser ouvidas no próprio site, em rádios e playlists.
Mas o Last.fm ainda funciona de outras maneiras. É possível adicionar tags (“rótulos”) aos artistas e músicas, classificando-os com palavras-chave. Aí, basta procurar determinado rótulo para ouvir somente músicas que os usuários considerem pertencentes à categoria.
Aliás, são justamente os usuários que coordenam todo o conteúdo do serviço virtual. Não há moderadores que indiquem quais artistas se parecem mais com quais outros. A experiência individual é determinante para uma organização coletiva, em que o sistema reconhece padrões e “aprende” a gerar conteúdo.
Para aficcionados por conhecer novas melodias, o Last.fm é um ótima pedida. Bastam alguns minutos para você mergulhar num oceano interminável de sons, vozes e timbres. Vale a pena conferir e ajudar a construir essa comunidade.


